quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

A estranheza do reencontro

Josafá R. Lima

Toda pessoa já passou pela experiência de despedir-se de um amigo ou de um amor, com juras eternas de lealdade, mas aí o tempo passou e, no reencontro, a relação trava, tudo parece estranho, falta assunto. É, as pessoas mudam o tempo todo, e a interação, da forma que era antes, torna-se impossível. Já dizia um filósofo que "é impossível pisar no mesmo rio duas vezes". Na segunda pisada, já não se trata do mesmo rio, nem da mesma pessoa. Eis a razão por que o reencontro não desperta mais os mesmos sentimentos, os mesmos olhares, as mesmas emoções, o mesmo acelerar de coração, o mesmo enrubescer da face. Não, não é que o outro está estranho: na verdade, já não se trata de quem foi um dia. Prazer em conhecer! Você está diante de outra pessoa.
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